Vamos, não chores...
A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.
O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.
Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis casa, navio, terra.
Mas tens um cão.
Algumas palavras duras,
em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizaram.
Mas, e o humour?
A injustiça não se resolve.
À sombra do mundo errado
murmuraste em protesto tímido.
Mas virão outros.
Tudo somado, devias
precipitar-te, de vez, nas águas.
Estás nu na areia, no vento...
Dorme, meu filho.
Palavras que não consigo pronunciar. Palavras que não consigo expressar. Palavras guardadas no fundo do meu peito. Palavras que de alguma forma preciso gritar.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Primeira vez - Bárbara M.
Na primeira vez, eu chorei de susto.
Na segunda, chorei de dor.
Na terceira, chorei porque meu pai e minha mãe não notaram.
Na quarta vez que chorei, foi porque percebi que eles não davam a menor bola.
Na quinta, chorei de pena de mim mesma.
E na sexta vez... desisti de chorar.
Na segunda, chorei de dor.
Na terceira, chorei porque meu pai e minha mãe não notaram.
Na quarta vez que chorei, foi porque percebi que eles não davam a menor bola.
Na quinta, chorei de pena de mim mesma.
E na sexta vez... desisti de chorar.
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